Se uma área de Recursos Humanos não contribui, a culpa pode ser a falta de informação, formação e sensibilidade do Comitê Executivo para os temas de gestão de pessoas. Informação e formação são facilmente solucionáveis. A sensibilidade, bom... isso demanda um tanto mais de esforço. No início dos anos 2000, a maior empr
Uma provocação ao Comitê Executivo: Cada Organização tem o RH que Merece
Se uma área de Recursos Humanos não contribui, a culpa pode ser a falta de informação, formação e sensibilidade do Comitê Executivo para os temas de gestão de pessoas. Informação e formação são facilmente solucionáveis. A sensibilidade, bom... isso demanda um tanto mais de esforço.
No início dos anos 2000, a maior empresa de distribuição de energia do Brasil, recém-privatizada, tomou uma decisão radical: extinguiu seu departamento de Recursos Humanos, que havia sido criado pouco mais de dois anos antes e onde eu trabalhava. Com cerca de 7.000 empregados e em meio a um processo de transformação cultural, transferiu todas as funções de RH para os administrativos das regionais. O resultado foi desastroso: falta de padrão na gestão, retorno do nepotismo e problemas na prestação de serviços. Apenas duas semanas após demitir o Gerente de Relações Trabalhistas, a empresa teve que recontratá-lo. Dois anos depois, foi forçada a reconstruir sua equipe de RH. Essa história foi reveladora para mim...
Más experiências como essa levaram a mim, jovem executivo de RH, frustrado com o que me parecia falta de visão e sensibilidade da alta liderança, a usar a frase do título do artigo. Tantos projetos fracassados, bons profissionais perdidos, inúmeras decisões equivocadas... Mas tudo isso se confirmou racionalmente, ao longo da carreira, ao observar o impacto direto de péssimas ou ótimas decisões sobre pessoas nos resultados de empresas familiares, multinacionais, de fundos de Private Equity, entidades do terceiro setor, etc., pelas quais passei.








